(segunda, 23/01/2012, 20:30) Este blog não acabou - mais uma vez -, embora a vontade de postar não seja mais a mesma de, digamos, uns dez anos atrás, mais ou menos. Isto se tornou evidente com o tempo. Mas naquela época havia muito mais para se escrever do que as coisas que encontramos hoje: tudo vem pronto e formatado, portanto já escrito. A grande pergunta é saber se estou realmente aproveitando o tempo como deveria ou ao menos como poderia. E acho que não. No entanto, mais maduro e experiente com os desafios que enfrentei e com as pessoas que conheci vou, aos poucos, estabelecendo parâmetros que me permitam com que não perca (mais) tanto tempo com o que é necessário. Estressar, por exemplo. Por que chatear as pessoas com meu nervosismo ou estupidez quando posso participar de algo novo e intenso? Isso pode parecer vago, mas é o que venho enfrentando há alguns meses, saindo da empresa que tem aqueles jovens empreendedores (eles continuam lá, mas exercendo as mesmas funções; um deles foi "promovido" ao cargo de analista de processos, embora, na prática, o que tem feito foi negociar e vender sistemas, mas voltou à antiga função pouco tempo depois; e me querem de volta, para que - penso eu - possam alçar voos maiores), sendo contratado por outra, bastante evoluída em estrutura e processos, mas que tem nesta última característica seu maior entrave: tantas regras foram criadas e, não raro, ocorrem tropeços, desestimulando as equipes atuais e onde o giro de empregados para determinadas atividades é bastante alto. Agora, depois de quase três anos, retorno à empresa onde tudo começou. Um reinício, eu diria. E é onde este assunto não se mostre mais tão vago assim.

(segunda, 26/09/2011, 23:37) Vige. Tenho que mexer nisso aqui, de vez em quando. Ou mais vezes, tantas quanto necessário.

(terça, 04/04/2011, 21:40) Ouvindo papo de possíveis jovens empreendedores, eles se perguntam: que ótima ideia podemos ter que é diferente e inovadora, portanto, que ninguém ainda pensou? Esta é uma indagação muito ampla, não? É algo de quem não tem o que fazer ou não sabe o que fazer ou, pior, que está descontente (muito) com o trabalho que vem realizando. Lembro que esse assunto já rolou algumas vezes e, no final, cada um seguiu seu caminho - direções muitas vezes opostas. Um cara que roubou alguns clientes para si mesmo. O outro que atuou em desenvolvimento de sistemas. Aquele indivíduo que se enveredou em consultoria. E, até onde sei, todos se saíram muito bem. Não precisaram formar uma quadrilha e quebrar a cara da empresa. Ninguém forçou a barra. Não isso... a não ser o tal dos clientes. Enfim, a questão deveria ter mudado: o que é possível fazer para tornar a tecnologia mais simples e acessível, então mais prática e barata? Por que é tão difícil instalar uma tevê quando é mais fácil cozinhar (basta não deixar o arroz queimando na panela)? O que conseguimos fazer com computadores para que sejam manipulados pelas pessoas menos favorecidas, ajudar e transformar? Essas pessoas não se sentem excluídas quando tanto se ouve falar em internet, redes sociais, troca de mensagens? Para essas perguntas, o caderno que aquela senhorinha usa no controle de fiado da sua lojinha de armarinhos lhe é muito conveniente; o tiozinho da banca de jornais usa um simples radinho de pilha para se distrair enquanto atende seus clientes; e, por fim, sempre me pareceu mais agradável e educado enviar cartas, cartões de aniversário e de boas festas, embora não o fizesse com regularidade. Para certas atividades, um computador, como o conhecemos hoje, nunca substituirá o trabalho manual - pelo contrário, será o fator determinante para a discórdia à experiência forçada ao uso deste equipamento. Para outros casos, deveria ser uma ferramenta simples e rápida, como uma calculadora, mas que necessita armazenar as informações seguramente, manter e trazê-las quando consultadas. Passado um tempo, no entanto, e com base no conhecimento adquirido, é possível fazer com que a pessoa se interesse em aprender mais, extrair informações para tomadas de decisão, evoluir e crescer? Talvez. (...) Este blogue ainda não foi para o espaço. Não sei se alguém ainda o vê, mas se assim for... muito obrigado. Prestes a completar dez anos, acho, ele não tem histórico; foi suprimido há tempos, porque ninguém tem tempo para ler outras histórias e, variavelmente, as postagens mais antigas são removidas deste espaço. É uma página simples, sem nada demais. E que, rar, tem certa compatilbilidade com esses dispositivos mobaile. Também mexi no logo, restaurando uma imagem bem antiga, das primeiras mudanças de servidor, quando dinossauros mandavam na Terra.

(terça, 21/09/2010, 21:29) Quem tem carro é rei. E, como tal, pode agir que nem um tirano: anda, desanda, avança, acelera; freia bruscamente, lança o veículo contra outros, costura o trânsito; desobedece regras. O motorista teme basicamente morrer, talvez, não porque necessite continuar a vida, mas porque deve e precisa e quer dirigir. E dirigir é um prazer, o carro transforma-se em uma máquina possante de velocidade e poder - guarde bem esta última palavra. Mas já não basta aos motoristas apenas o carro, eles precisam que as vias estejam desobstruídas, limpas, como quando um deles invade o corredor exclusivo de ônibus, pois ele pode. Multa? Isso é coisa do passado. Hoje em dia há recursos que permitem anular a infração. Quando não querem mais correr, e estão cansados e precisam de palavras reconfortantes, vão a uma igreja. Tem uma igreja de crentes, perto de onde moro, e que antes era uma revenda de automóveis. Às vezes é apenas calçada; outras vezes um e outro carro tomam de assalto o passeio. Outro dia meia dúzia de latarias brilhantes ocuparam o espaço destinado aos pedestres, enquanto ouvia-se a marcação cerrada do pastor frente ao mal que nos persegue. Não há mal maior que a sensação de poder, de que nada ou ninguém irá perturbar. Não havia perturbação quando o lugar era somente uma revenda de carros, que me lembro. Enfim, quando o rei tem fome, ele come. Em qualquer lugar, mas de preferência nesses que são bem localizados e conhecidos. Ou bacanas, como o Estadão. Quem nunca foi lá? Você devia ir. Lugar para deixar o carro não falta: apesar das placas proibitivas em estacionar e também parar e estacionar, tem a extensão toda do Viaduto Nove de Julho e, se não se sentir incomodado demais, pode até mesmo esfriar o motor em frente ao ponto de ônibus que tem lá perto. E não precisa ter medo de polícia ou guarda de trânsito - ali tem gente de tudo o que é jeito, sempre tem uma saída, sempre tem uma equipe de reportagem de tevê por perto usufruindo da mesma vantagem, até que alguém público diz para mim, entre as aspas: eu posso, enquanto você fica aí, vou chegar na minha casa e tomar uiscão no quentinho.

(segunda, 12/07/2010, 22:25) Um bar conta muitas histórias. Não exatamente o bar, mas seus donos, os funcionários, os garçons. Os frequentadores, seus fregueses. E eu. Não que eu tenha tantas dessas histórias, mas algumas, que me lembre... Como numa certa ocasião, onde um jovem se distraia com uma caneca de cerveja. De repente o espaço dele no balcão é ocupado por um bem servido sanduíche de não sei o quê. Uma esteira de bambu semelhante às que as tias usam para enrolar o sushi serve para a base de um prato raso, quadrado e negro, o lanche preparado com um ou talvez dois punhados de batata palha como acompanhamento e lambuzados com bastante quetichupe. Isso manteve o rapaz distraído por algum tempo  mas, então, acabou a cerveja na caneca. Me ocupo variavelmente entre ver o que passa na televisão, o convite para mais um chope e observar o movimento de gente dentro e fora do bar, na rua: as pessoas indo e descendo, voltando, parando. E alguém me cutuca,  algum atendente interessado na minha desatenção, quase pensei; mas quando virei para olhar havia cerveja escura no copo - o jovem pergunta, sem hesitação:
     - Por que você está aqui?
Sem nem ao menos preparar qualquer discurso, comentei que gosto do local, do ambiente, as pessoas e a boa cerveja oferecida ali. Algo simples, mas ele calou-se e, um pouco depois, lembrou. Estava lembrando a morte do pai, treze anos atrás, a falta e a saudade. Encolheu os ombros. Falou da namorada, que terminou a relação, resta apenas a dúvida. Os bons momentos. As pequenas coisas que constroem um castelo. Abaixou a cabeça, o boné encobrindo o rosto, e assim ficou. Avançava a noite, quando despediu-se e foi embora, deixando para trás o horror encoberto pela fantasia do lugar.

(quarta, 30/06/2010, 20:52) Gente mentirosa. Gente dissimulada. alguns estúpidos e arrogantes, e mais alguém muito inteligentemente ignorante. É o meu atual desafio: suportar certa meia dúzia de pessoas que me dizem que tenho que ser como eles - ou não estou dentro. O que, em outras palavras, significa entregar a alma aos demônios, ser dilacerado e, quando nada mais restar, tê-la em devolução a um corpo perfurado com tamanha maldade. Ah... sim. Elas são umas pessoas maldosas, são mesmo.

(terça, 15/06/2010, 20:17) A Copa do Mundo é nossa e, com o brasileiro, não há quem possa. Principalmente quando todos entram no clima, os motoristas afobados avançam o sinal vermelho, buzinam, se irritam e, no meu caso, quase fui atropelado ao atravessar pela faixa de pedestres, só porque um deles se atreveu a jogar o carro em cima. Foi pra cima, simplesmente porque estava com pressa, talvez, para se reunir a estas turmas corneteiras, que sem nenhuma cerimônia berra a vuvuzela na cara de quem está no passeio. Um trânsito monstruoso, sinais evidentes de desrespeito e imprudência e ninguém para fiscalizar e multar. A pergunta é outra: quem perde com isso? Vai, Brasil.

(quinta, 01/04/2010, 09:23) Como prometido no Twitter, aqui vão os resultados do teste para avaliação do hardware sob estresse do benchmark do Resident Evil 5. Atrasado e, portanto, sintético e simples, pois são exatamente os números que interessam. O sistema é baseado num Core 2 Duo 6600 de 2.40 GHz, 4 GB de RAM e Windows 7 RC, com uma placa de vídeo eVGA GeForce 8800GTS com 640 MB GDDR3 e driver nativo ForceWare 196.21, que habilitou alguns recursos menos o PhysX. E sim, a placa tem suporte ao DirectX 10, com suas 96 unidades de processamento para shaders unificados e largura de banda de memória de 320 bits.

Resident Evil 5 Benchmark Version
Res. 1440 x 900 x 32 bits de cor
Average fps DX9c DX10
Mínimo Máximo Mínimo Máx. sem AA Máx.+ AA C16XQ
Fixed 42.8 (B) 30.9 (B) 43.8 (B) 32.2 (B) 30.7 (B)
Variable 71.3 (A) 32.7 (B) 74.3 (A) 48.8 (B) 29.6 (C)
Mínimo: recursos e detalhes em low, efeitos desabilitados. Médias obtidas aos finais dos testes.

Tantos números e a placa é apenas razoável - em análises de outros softs, como X3 - Terran Conflict e Heaven Demo, isto se evidencia. Mas preciso mesmo de todo poder de processamento, apenas para ter jogos mais realistas, física integrada e tudo o mais? Bastaria somente trocar a placa de vídeo (ou botar mais uma em arranjo SLI) ou teria que apelar também para a substituição do conjunto todo - processador, placa mãe, memória, fonte? Sim, a fonte porque, consequentemente, o consumo elétrico será maior. Processadores mais novos requisitam o dobro de potência daquele que eu possuo, e VGAs mais novas passam dos 200W em condições pesadas. Com a preocupação nos recursos ambientais e economia de eletricidade, e também para não levar um susto com a conta de energia, a sugestão é projetar um sistema baseado em baixo consumo, processador com baixo TDP e alto rendimento e placa aceleradora de pouca potência, que se converte em baixo rendimento, além de fonte com PFC ativo.

(sexta, 26/03/2010, 18:29) Faz tanto, tanto e tanto e, ainda assim, muito e muito tempo, ahn? Não pense que isto ficou abandonado, esquecido, esse tipo de coisa... é só que nestes últimos meses não tava afim de postar. Tava? Não estava, ou melhor, não estive. Porque eu não seria igual às pessoas na tevê dizendo algo, tipo, vâmotá fazendo isso. Bom, outras postagens, espero, serão mais regulares...

(domingo, 27/12/2009, 22:49) Aqui vai mais um ano. Ano crítico e ruim, é bem verdade, mas consegui resolver algumas pendências - a saúde agora vai bem - e retomar a perda de peso. Enfim, chego à conclusão que, para dois mil e dez, preciso basicamente de três coisas. Primeiro: um emprego. Servir e produzir. Logo após sair de onde estive, passei por uma breve cirurgia para um problema oculto que me incomodava demais. Não me aborrece mais e sou normal como qualquer um. Não que não fosse, mas era inconveniente. Segundo: reencontrar o peso ideal. Entrar em forma e ficar enxuto, esbelto; e espero concretizá-lo ainda no primeiro trimestre, por que é possível, talvez, principalmente, por tornar-se uma meta a ser alcançada. Finalmente, o terceiro objetivo. Hum... é bem provável que eu tenha a ideia já para os próximos dias. Enquanto isso, contemplo o blog do Tony Monti, escritor, e que tive o prazer de conhecê-lo recentemente, entre uma parada e outra.

 

v.4.3.3